Nós.
O sol quando se deita.
A neblina desta cidade
– há quem diga que é charme,
há quem lhe chame personalidade.
O amor de quem nos quer bem.
Isso que seja perene.
Isso não nos tire ninguém.
Nem mesmo o ano que se muda.
Nem mesmo a década que aí vem.
Mudar é bom,
mudar faz bem.
Só não subestimem o previsível.
A constância. A repetição.
A beleza de ser casa para alguém.
E a certeza, a confortante certeza,
que o que nos é casa sempre se mantém.